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MOVIMENTO LIVRE DOS BEBÊS: desenvolvimento e aprendizagem


Na Educação Infantil de 0 a 3 anos alguns princípios básicos devem ser respeitados. As instituições devem considerá-los sempre que forem planejar os espaços e os materiais. São eles: a motricidade livre, o vínculo afetivo, o brincar e a autonomia.


Vamos falar da motricidade livre, também chamado de Movimento Livre. O movimento livre propicia a autonomia e o brincar. Não se trata somente de deixar a criança brincar livremente e, sim, da atitude do adulto, dos espaços e dos materiais oferecidos para as crianças. 


Nessa perspectiva, acredita-se que não se ensina motricidade, o desenvolvimento motor se dá a partir do processo de maturação e das experiências que o bebê realiza para formar sistemas de equilíbrio. Quando a criança conquista uma posição com o corpo (sentar, ficar em pé) ou um movimento (rolar, engatinhar, andar, subir, descer) por ele mesmo, através de ações exploratórias, ela desenvolve o sentimento de competência.


Assim é muito importante deixar a criança em um espaço seguro para que ela se movimente livremente. De acordo com  Emmi Pikler, o desenvolvimento motor se produz de modo espontâneo, mediante a atividade autônoma, em função da maturidade orgânica e nervosa. Sendo assim, as crianças com boa saúde física e psíquica passam por todas as etapas da motricidade por sua própria conta e em determinada ordem, sem que os adultos precisem ensiná-las a sentar, engatinhar ou mesmo andar. Não é bom adiantar nenhuma fase, nem colocar a criança em uma posição que não tenha sido conquistada por ela mesma.


Ao educador cabe a organização do espaço para que seja ao mesmo tempo seguro, instigante; a escolha dos materiais adequados a cada faixa etária; o acompanhamento o tempo todo, sem no entanto interromper a pesquisa das crianças para propor outras formas de exploração dos objetos.


Por Luciana Moura - Diretora na Galileo Kids