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Por uma infância feliz!!!!


O espaço da criança que brinca é o aqui, o tempo é o agora, e a sua ação é o seu eu que se manifesta através do corpo, afirmando a vontade e a liberdade de ser. Isso é o que encanta os poetas e nos contagia e alegra diante de uma criança que brinca.


Curiosamente, os primeiros sussurros de uma mãe acalentando seu filho nos braços eram chamados de “brincos”. Assim nasceram as primeiras canções de ninar em que mãe e filho embalados pelo ritmo e por uma sonoridade singela estabeleciam seus primeiros vínculos. O brincar enquanto linguagem de conhecimento é criativo e gera vínculos afetivos deixando marcas significativas na história de vida das crianças.


Nada é aleatório no repertório das brincadeiras das crianças, pois elas carregam dentro de si uma memória do passado e do futuro. Sua característica de imprevisibilidade, de imaginação, de sonho e também de inocência e alegria, aponta para uma possibilidade nova de construção do humano. O imaginário está imerso justamente no inesperado, e este não pode ser regulamentado. Aí está o grande perigo de “a pedra cair no chão”, como diz o poeta Fernando Pessoa. Ela representa justamente esse universo imprevisível, essa aventura da consciência rumo ao desconhecido, que vai se revelando a cada instante de nossas vidas e por isso é preciso muita atenção e sensibilidade. Ao brincar, a criança, o espaço e possíveis objetos da brincadeira saem de um contexto exclusivamente utilitário e incluem a presença de diferentes graus de subjetividade.


Todo repertório construído a partir da espontaneidade das crianças brota da relação do mundo interno em interação com o mundo externo, sempre muito mais prazeroso do que a maioria das propostas curriculares do mundo adulto. A criança sabe do que ela precisa, e o brincar é a prática por ela criada para dar respostas às suas necessidades.


Texto adaptado por Luciana Moura - Diretora na Galileo Kids